(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Dramaturgo, romancista, poeta…
Formado em Direito por falta de opção, degustador de café até os 50 anos por falta de personalidade, imortal na cadeira 32, apaixonado pelo circo, pelas letras, pelo Brasil…
De sua poesia, surgiu todo seu trabalho literário, todo seu brasileiro enraizado, reflexível e atual, do sertão lá de cima, para todo um povo igualmente guerreiro armoriais das onças de cada dia…
Assisti à peça que estava em cartaz (e que provavelmente voltará até o final do ano), a convite de Karla e ilustre presença de Paula, Kátia e Klaycom, confesso que de tantos movimentos e vocabulário inimaginável para um paulista paulistano analfabeto em teatros, desconhecedor daquilo que se achava antiga literatura de um senhor já passado pro lado de lá, ao acender das luzes juntamente com aplausos merecedores de se levantar da cadeira, quase nada ou praticamente nada entendi da história… mas isso foi o que mais me atraiu, mais me cativou, e me enfeitiçou para o mundo de Quaderna… sua fala poética, suas gravuras em nanquim, giz e carvão, aqueles folhetos e tantos folhetos que juntos mais pareciam um grande dicionário daqueles que não se vendem mais de porta em porta…
Sempre fascinado pelos clássicos, Mobydick, Frankenstein, Don Quixote… mas uma obra genuinamente brasileira de língua portuguesa e de um tempo que estou vivendo e presenciando, embora de difícil fascinante compreensão, pelo menos para mim, A Pedra do Reino vejo como sua obra somente Ariana, própria e real… como fábula, como parte da história, como um marco…
Indico a todos que puderem, que assistam à minissérie que irá até esta semana, que se encantem, que se interessem, e que ouçam como sotaque de nordestino não é tudo igual… incrivelmente desta vez, não colocaram atores do Rio ou de São Paulo para interpretarem gente boa demais como os atores da terra…
No final de sua entrevista para o Jornal da Globo no dia da estréia da minissérie (12/06/2007), ainda muito vivo de quase 80 anos a serem completados no próximo dia 16 de junho, diz forte e sem “acho torto” sobre o que espera deste nosso sertão:
… que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. [...] Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança. Eu sou o homem da esperança.
De Santo Ariano da boa Suassuna esperança…
Entrevistas com Ariano Suassuna:
Jornal da Globo (12/06/2007):
Programa do Jô (parte 1):
Programa do Jô (parte 2):
Programa do Jô (parte 3):
Fantástico:
A Pedra do Reino – Minissérie
Abertura:
Vinheta 1:
Para saber mais:
Academia Brasileira de Letras – Ariano Suassuna
Wikipedia – Ariano Suassuna
Suassuna, 80 – Folha de São Paulo (30/04/2007)
Suassuna conclui e amplia “A Pedra” – Folha de São Paulo (30/04/2007)
Recomendo a elitura do texto “Conversando com Ariano Suassuna” em http://urarianoms.blog.uol.com.br/
Abraço.